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Granja Pedrosa: Na dianteira do setor Suinícola

Granja Pedrosa: Na dianteira do setor Suinícola

02/04/2020

Esse é o lugar que a Granja Pedrosa ocupa graças ao projeto inovador, ao investimento em tecnologia de ponta e à aposta na excelência genética da DB. 


Homem de ação e de visão, Paulo Pedrosa tem o faro aguçado para as oportunidades de negócio, característico dos empreendedores de sucesso. Engenheiro civil de formação, depois de anos atuando no setor, no início dos anos 1990, aventurou-se a dirigir uma cozinha industrial, que chegou a fornecer 2 mil refeições por dia. E foi do anseio de dar uma destinação produtiva para as sobras de alimentos que a suinocultura entrou - para ficar - na vida de Paulo. 

A paixão pela atividade foi crescendo e o negócio da cozinha ficou para trás. Já são quase 30 anos dedicados à suinocultura, sendo que, nos últimos seis, é na Granja Pedrosa, no pequeno município mineiro de Itaúna, que Paulo passa a maior parte do seu tempo, acompanhado do filho Matheus.

Referência em sistema de produção, a Granja Pedrosa recebe constantemente visitantes de todas as partes do país. Isso porque o suinocultor, ciente dos vícios de projeto da granja que tocava por mais de 20 anos em Itatiaiuçu, também no interior de Minas Gerais, tomou a decisão ousada de construir do zero uma nova instalação. Viajou pelo Brasil e pelo mundo para conhecer as melhores experiências, exemplos de sistemas de produção e de infraestrutura. Às referências frescas na memória, adicionou a experiência de anos à frente da atividade e os conhecimentos em Engenharia, obtendo como resultado dessa soma um projeto funcional e inovador. 

A Granja Pedrosa conta com sistema automatizado de nutrição dos suínos, utilizando ração líquida, enviada aos galpões por ar comprimido - um dos poucos exemplos no Brasil. Com o sistema 100% automático, a granja fornece ao plantel uma nutrição de precisão, maximizando o aproveitamento dos nutrientes e reduzindo significativamente os custos de operação. “Trabalhamos com um curva de alimentação, dessa forma, os animais comem exatamente o que necessitam. E todos esses dados são informatizados, controlados pelo sistema”, explica Paulo. 

A funcionalidade do projeto e a automação de processos críticos possibilitam o funcionamento da granja com uma mão de obra muito reduzida. São, ao todo, apenas 18 colaboradores, que realizam todas as atividades, desde aqueles que dedicam-se à realização dos partos dos leitões e limpeza das instalações, incluindo motoristas, operadores, pedreiros e serventes. Além disso, a granja é autossuficiente em energia, que é gerada a partir dos dejetos, por meio de biodigestores. A ração é produzida no local. São duas fábricas, uma de ração farelada, que é posteriormente convertida em ração líquida, na outra unidade. Também, na propriedade, há o cultivo de milho. A meta é chegar aos 300 hectares plantados, o que responderá por 70% da atual demanda pelo grão. 

Com um plantel de 700 matrizes, todas DB90, são enviados para o abate 1.800 animais por mês - uma produção mensal de 194 toneladas de carne suína, que já têm destino certo. “A verdade é que, hoje, eu não consigo atender o mercado que eu tenho aqui. A minha demanda é maior do que eu consigo oferecer”, revela Paulo. Não à toa, está nos planos do suinocultor expandir o plantel para 1000 matrizes, mantendo a parceria com a DB. 


Na ponteira 


A parceria de Paulo Pedrosa com a DB Genética Suína é antiga. Ele foi um dos primeiros clientes da empresa, e sempre apostou na genética da DB para as linhagens maternas. “A Granja Pedrosa está na ponteira do Brasil em resultados como desmamados/fêmea/ano, nascidos vivos, taxa de parição. Hoje, estamos entre os melhores”, afirma Paulo, convicto. Ele reconhece a contribuição da genética na conquista desses resultados: “Aqui, dentro da granja, o principal é a genética. É da associação entre a genética, em primeiro lugar, com o manejo, a nutrição, a sanidade, que vem os resultados que temos alcançado”. 

A escolha do reprodutor a ser utilizado na nova granja foi técnica e bastante criteriosa. Foram dois anos realizando testes com oito reprodutores de diferentes genéticas. O LQ1250 se destacou pela rusticidade e pelo seu desempenho em rendimento de carcaça e em ganho de peso. “O LQ1250 é um animal rústico, que aguenta muito bem o rojão dentro da granja, desde o nascimento até a terminação. É um animal que dá menos problema, é menos sensível e tem uma mortalidade menor. Além disso, nós avaliamos o rendimento da carcaça - que no LQ1250 é excelente -, o peso final, tudo isso pesou na decisão”, destaca Paulo. 

Outro aspecto levado em consideração tem a ver com a qualidade da carne do LQ1250. “Uma carne mais avermelhada, marmorizada, muito parecida com a carne bovina. Esse tipo de carne vem apresentando uma aceitação bem maior nos últimos anos. Hoje, inclusive, eu tenho uma procura muito grande desse animal por conta dessas características”.  

A Granja Pedrosa faz parte do Programa Difusão Genética Avançada (DGA-DB) e recebe as doses de sêmen da UDG Vale do Piranga, localizada em Rio Casca (MG). “Sou sócio de uma central de inseminação artificial aqui perto, em Pará de Minas, mas eu não busco o sêmen lá. Eu uso o da DB, porque sei que ele é mais atualizado”, revela Paulo. “Optamos pelas doses de sêmen em função da atualização genética, que nos permite acelerar a renovação dos machos e nos coloca na dianteira. Isso é uma coisa que sempre exigimos da DB, que eles estejam sempre atualizando os machos dos quais será colhido o sêmen, porque é isso que nos possibilita ter esse resultado final”, explica. 

Quando o assunto é o futuro da atividade suinícola, Paulo é bastante otimista com o que está por vir. “O consumo de proteína animal vai crescer no mundo inteiro. Hoje, um dos nossos principais compradores é a China. O dia em que outros países chegarem aqui, como a Índia por exemplo, imagina? Nós, suinocultores, precisamos estar preparados, porque eu acredito que o nosso mercado tem ainda muito para crescer”.   


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