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Granja Cinco Estrelas ultrapassa marca de 38 DFA

Granja Cinco Estrelas ultrapassa marca de 38 DFA

07/07/2020

Adepta do manejo em bandas, a granja Cinco Estrelas vem rompendo barreiras na atividade suinícola. Por trás desse sucesso, está um trabalho focado e audacioso, que tem como base uma busca incansável por eficiência e resultados econômicos cada vez melhores.



“Na realidade, sou cafeicultor, estou suinocultor por tabela”, assim se define o produtor Ricardo Bartholo, proprietário da fazenda Cinco Estrelas, no município de Patrocínio (MG).

É bem verdade que a suinocultura entrou na vida de Bartholo como saída para a necessidade de melhorar a qualidade do solo das suas lavouras de cafés especiais. Mas não se engane pensando que a suinocultura é, para ele, uma atividade secundária. Como homem de negócio, orientado para resultado, sabe muito bem o valor da atividade, que é tocada com muita seriedade e uma gestão arrojada, focada em eficiência, retorno econômico e na aplicação de conhecimento de ponta. “É aquela máxima: o que você não mede, você não controla. Por isso mensuramos cada estágio, sempre em busca de resultados financeiros melhores. E para ter resultado financeiro, é preciso ter produtividade”.

Há quatro anos, a granja Cinco Estrelas apresentava uma boa performance, mas Bartholo queria números ainda melhores. Reuniu seu time e cobrou resultados. Foi aconselhado pelo consultor veterinário a fazer uma troca de genética, pois já havia extraído o máximo potencial daquela com a qual trabalhava. “Foi nessa época que nós fizemos a opção pela genética da DB, uma decisão estratégica, importante e que deu muito resultado. Demos um salto em termos de produtividade, especialmente, na UPL (unidade produtora de leitões), explica o produtor, “optamos pela DB porque, além da proximidade que tenho e de ser uma empresa de genética da região, os números eram mais atrativos em relação ao que buscávamos para a granja, que eram números elevados de nascidos vivos e de desmamados“

Hoje, com 500 matrizes, a granja vem alcançando resultados de produtividade surpreendentes. O desempenho obtido no ano passado, com o resultado de 36,86 DFA (desmamados/fêmea/ano) assegurou o Leitão de Prata, na categoria 301 a 500 matrizes, do Prêmio Melhores da Suinocultura Agriness 2020. Já no primeiro trimestre deste ano, a granja superou os 38 DFA. Mas Bartholo não quer parar por aí. Seu objetivo é ultrapassar a barreira dos 40 DFA, de preferência, num curtíssimo horizonte de tempo. “Minha meta para este ano é chegar a uma média de DFA na casa dos 39”, revela.  

E para quem parece ter vocação para quebrar paradigmas da suinocultura e pôr abaixo muito dos mitos que cercam a atividade, como a adoção do manejo em bandas e do berçário no lugar de mães de leite, nada parece ser impossível. 



QUEBRANDO PARADIGMAS 

Para o produtor, o manejo em bandas é um dos fatores que explicam o desempenho que a granja vem apresentando (os outros dois são a genética e uma equipe de alta performance). Implementado há 9 anos, a organização da produção em bandas agrupa os animais de mesmo estágio fisiológico (mesma fase de produção), que avançam juntos pelas instalações da granja em intervalos regulares. Isso permite um planejamento antecipado das atividades, otimiza o trabalho dos funcionários e traz eficiência, alguns dos benefícios desse tipo de manejo, na visão de Bartholo. 

Mas o produtor enxerga outras vantagens: o manejo em banda requer uma disciplina muito maior no cumprimento do planejamento de coberturas e de reposições da granja, potencializa a limpeza e o controle sanitário e impacta positivamente na produção de ração, pois a alimentação específica para cada categoria de animais, organiza o fluxo de produção da fábrica. “O manejo em banda é um assunto polêmico, mas só quem entra para saber o quanto de melhora acaba acontecendo. Por aqui, ele terminou de organizar a granja”

Na Cinco Estrelas, parte dos leitões, que necessitariam de mães de leite, são desmamados precocemente (com 13-14 dias) e levados para o berçário, onde são tratados com ração especial e sucedâneo de leite. “O fato de não trabalhar com mãe de leite aumenta a minha eficiência de maternidade. Essa é uma das razões de porquê a minha média de partos/porca/ano é maior do que o de outras granjas, por volta de 2,57”. 

 O berçário é outra aposta do produtor, que enfrenta muita controvérsia no meio, já que o custo de tratamento dos leitões com ração e sucedâneo é maior do que com o leite da porca. “Mas é a eficiência do conjunto total que me atrai. Com isso, eu consigo entregar mais leitões ao ano, e a quantidade de animais a mais que eu entrego paga, com sobra, o custo adicional dessa ração”.  

Além disso, um estudo que vem sendo conduzido na propriedade, por uma pesquisadora de pós-graduação na área da Medicina Veterinária, vem apresentando resultados que indicam que os animais nutridos com ração, nesta fase de vida, apresentam uma performance melhor em ganho de peso na fase de terminação quando comparados com os animais alimentados exclusivamente no leite: “O estudo ainda será finalizado e publicado. Mas, se isso se comprovar, será talvez uma outra quebra de paradigma no meio da suinocultura”.  



ESPAÇO PARA A INOVAÇÃO

Na sua busca por maior eficiência e resultados superiores, Bartholo dá muita abertura para a realização de experimentos de melhoria, trabalho feito em parceria com o seu consultor veterinário, que encontra espaço, na Cinco Estrelas, para testar inovações e aplicar conhecimento de ponta, desenvolvido em todo o mundo no campo da suinocultura: “Temos obtido ganhos significativos em cima disso, tanto financeiros como de eficiência, com a melhoria de processos”.

Obstinado, Bartholo e sua equipe trabalham incansavelmente para elevar, ao máximo, a eficiência da granja e, dessa forma, maximizar o retorno econômico. “Ganhar prêmio por produtividade é ótimo, mas meu objetivo é ganhar dinheiro. O que me interessa é o animal em cima do caminhão, a caminho da Suinco, custando para mim o mais barato possível. Para isso, eu preciso ter eficiência na minha granja. E a eficiência da minha granja depende, antes de tudo, de um número alto de nascidos vivos”. 

Não à toa, o suinocultor tem um planejamento desenvolvido a quatro mãos com a equipe de geneticistas da DB, que tem como meta alcançar 42 DFA até o ano 2027. “Para chegar lá, eu preciso ganhar meio leitão desmamado/fêmea/ano por ano. Temos também a meta de diminuir a quantidade de leitões no berçário e, para isso, eu preciso de uma porca que sustente mais leitões na maternidade. Esses são dois alvos claros que estabelecemos com a turma de genética da DB e que temos perseguido. Temos um acompanhamento muito próximo feito por eles e, além disso, realizamos uma avaliação trimestral para verificar se nossos números estão caminhando nesta direção”, destaca o suinocultor. 

Com esse foco e determinação para perseguir resultados cada vez melhores, ninguém duvida que, muito em breve, a granja Cinco Estrelas estará criando os novos parâmetros que balizarão a produção suinícola brasileira.  


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